Acho bastante engraçado que me chamem coisas que obviamente não sou. É altamente quando dizem "Verónica és tão estúpida, foda-se já estou farto(a) de te aturar." fico deveras feliz.
Depois vem o meu pai dizer que mudei radicalmente em 2 meses, coisa que pelos vistos não é boa nem normal. Pois eu passo a explicar, há 2 meses atrás por volta dos meus anos, aconteceu muita coisa, demasiada coisa. Embora eu não mostre, isso tudo me afectou. Não, eu não sou a mesma pessoa de á 2 meses atrás. E não, não vou voltar a ser o que era por muito que me peças, pai. Podes ser a pessoa que mais amo neste mundo, mas eu não vou mudar, porque pela primeira vez na minha vida, não me sinto dependente de nada nem de ninguém. Faço o que quero, quando quero e sem consequências. Sim, porque desta vez eu penso muito bem nas coisas antes de as fazer.
É tão simples quanto isto. Eu não gostava do que era antes, porque o que eu era antes, não era verdadeiramente EU. O que eu sou agora, está mais perto do que eu realmente sou e actualmente só pra aí 2 ou 3 pessoas me conhecem realmente. E são as pessoas que eu acredito que se preocupam imenso comigo.
Pai eu passo a citar o que tu me dizes-te "...tu vais acabar sozinha, Verónica. Eu como teu pai não quero isso para ti. Não podes ser assim com as pessoas, não podes fechar-te no teu mundo e ficar lá o tempo que quiseres, pois o presente é agora e pode afectar o teu futuro..."
Agora eu digo, se me conhecesses bem, sabias que eu por enquanto não vou acabar sozinha, pois eu considero-me uma pessoa divertida e gosto de estar com os meus amigos. Eu não me quero fechar num mundo á parte. Eu considero-me uma pessoa feliz dentro dos meus possíveis obviamente. No final desta conversa referis-te que eu sou demasiado independente para uma rapariga de 16 anos. Eu perguntei-te "Mas isso não é bom?" e eu concordei com metade da tua resposta "Sim, mas não acho normal."
E com isto vou referir outro ponto bastante engraçado, eu a ser comparada com os meus irmãos. Eu gosto muito deles, mas lá por eles não terem "crescido demasiado depressa" não significa que o facto da minha independência seja uma coisa má. Digo eu.
Depois vem a minha querida mãe... "Verónica! O que é que te deu ultimamente! Vou-te levar a um hipnotizador!" e OBVIAMENTE que eu me começei a rir que nem uma tola.
Estes meus pais... Matam-me.

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